Segundo relatos de parentes, a mulher assassinada, identificada como Maria Lucilene Alves da Costa, era descrita como uma pessoa "honesta e trabalhadora"
Da REDAÇÃOPARNAÍBA-PIAUÍ
14h59
A madrugada de domingo (08) em Luís Correia, que deveria ser de descanso transformou-se em um cenário de horror e luto para uma família no litoral piauiense. Um ataque a tiros resultou na morte de uma mulher e deixou um adolescente ferido. Ao contrário das primeiras informações que circularam, familiares afirmam categoricamente que as vítimas são pessoas de bem e que o crime teria sido um trágico erro dos executores.
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| Maria Lucilene Alves da Costa (vítima fatal). Imagem: reprodução. |
O "alvo errado"
Segundo relatos de parentes, a mulher assassinada, identificada como Maria Lucilene Alves da Costa, era descrita como uma pessoa "honesta e trabalhadora", o alicerce de uma família que agora se encontra devastada. O sobrevivente, inicialmente citado em algumas frentes como um homem envolvido em crimes, é, na verdade, um garoto de apenas 14 anos, estudante e sem qualquer histórico de participação com o tráfico ou atividades ilícitas.
A principal hipótese levantada pela família — e que já consta na linha de investigação das autoridades — é a de vítimas por erro de alvo.
"Eles procuravam uma pessoa que morava nos fundos, que estaria sendo ameaçada. Como não a encontraram, invadiram a casa principal, onde estava minha tia e meu primo. Eles não têm nada a ver com isso", afirmou um familiar que preferiu não se identificar.
Investigação em andamento
A Polícia Militar e a Polícia Civil agiram com rapidez logo após o ocorrido, isolando a área e iniciando as buscas pelos suspeitos. Uma mulher foi presa e um adolescente apreendido, com suspeitas de envolvimento no caso.
Embora a motivação oficial ainda dependa da conclusão do inquérito, a tese de que os criminosos teriam se confundido ganha força diante dos depoimentos e da conduta ilibada das vítimas.
O adolescente ferido segue sob cuidados médicos. Enquanto isso, a comunidade de Luís Correia e os familiares clamam por justiça e pela retificação dos fatos, para que a memória da vítima e a reputação do jovem não sejam injustamente manchadas pela violência que os vitimou.
