Um dos pontos centrais da investigação era a natureza das premiações
Por EDUARDO MACHADOPARNAÍBA-PIAUÍ
22h37
Após um período de intensas investigações, a Polícia Civil concluiu o inquérito que visava apurar possíveis irregularidades nas atividades do influenciador digital Vitor Mídia, em Parnaíba. O relatório final aponta para a ausência de justa causa para o indiciamento do investigado, especialmente no que diz respeito ao crime de lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/1998).
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| Influenciador Vitor Mídia. Fotos: reprodução/redes sociais. |
Segundo as autoridades, o processo investigativo foi minucioso na análise das campanhas promovidas pelo influenciador. Os resultados indicaram que: não foram identificados elementos robustos que apontassem para a manipulação de sorteios ou o direcionamento fraudulento de ganhadores; a investigação não encontrou evidências de simulação de contemplações ou a criação de campanhas fictícias; foi comprovada a existência e a efetiva entrega dos prêmios aos ganhadores anunciados.
Um dos pontos centrais da investigação era a natureza das premiações. No entanto, o relatório esclarece que a existência de autorização regulatória e a vinculação das atividades a produtos devidamente aprovados afastam, na esfera penal, a caracterização de loteria clandestina.
"A conclusão é pela ausência de justa causa para indiciamento pelo crime de lavagem de dinheiro, uma vez que não se comprovou a inexistência dos prêmios ou qualquer manipulação que configurasse atividade ilícita", destacou a defesa do influenciador.
Com a finalização do inquérito e a comprovação da regularidade dos atos, o caso caminha para o arquivamento quanto às suspeitas de crimes financeiros, reforçando que as práticas do influenciador estavam em conformidade com as normas vigentes durante o período apurado.
Entenda o caso
