Segundo o senador da oposição, a divulgação do "funcionamento" do porto omite problemas estruturais graves
O senador Ciro Nogueira (Progressistas) utilizou suas redes sociais para fazer duras críticas ao governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). O motivo do embate é o recente anúncio feito pelo Palácio de Karnak sobre o início das operações de exportação do Porto de Luís Correia, no litoral piauiense, que prevê o envio de mais de 110 mil toneladas de minério de ferro para a China.
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| Ciro Nogueira, senador (PP). Foto: reprodução. |
Segundo o senador da oposição, a divulgação do "funcionamento" do porto omite problemas estruturais graves, como a falta de profundidade ideal para atracação. Nogueira afirma que, sem a dragagem concluída, grandes navios cargueiros não conseguem chegar à costa.
"Mais uma tentativa de enganar a população: quem entende de logística sabe que sem dragagem de verdade e calado, a operação do Porto de Luís Correia não passa de propaganda eleitoreira. Navio isolado bem longe da costa, em alto-mar precisando de barco menor pra transbordo, não é porto funcional, é improviso", disparou o senador em seu perfil no X (antigo Twitter).
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| Ciro Nogueira usa rede social para criticar Rafael Fonteles. Imagem: divulgação. |
A principal queixa do parlamentar gira em torno da logística utilizada para viabilizar a exportação. De acordo com interlocutores do setor, para que a carga chegue ao navio principal, será necessário o uso de embarcações de menor porte para fazer o transbordo em alto-mar, justamente porque o calado atual do porto não comporta navios de grande porte.
Ciro Nogueira sugeriu que a pressa em dar início às operações, mesmo de forma improvisada, está diretamente ligada ao calendário eleitoral.
"Sem infraestrutura robusta e dragagem definitiva, a pressa em fazer barulho é pura propaganda política. E das ruins. Governador, se for pra fabricar uma obra pra servir de vitrine pra projeto de reeleição, ao menos escolha uma que funcione", completou Nogueira.
Até o momento da publicação desta matéria, o governador Rafael Fonteles e a Secretaria de Estado dos Transportes (Setrans) não haviam se manifestado oficialmente sobre as declarações do senador. O espaço segue aberto para manifestações.

