Logo na noite de abertura, a Praça Mandu Ladino recebeu um público recorde de mais de 30 mil pessoas
Da REDAÇÃO
PARNAÍBA-PIAUÍ
07h42
Há quase duas décadas, a noite de 22 de junho de 2007 entrava para a história de Parnaíba. Naquela data, a cidade ganhava a Praça Mandu Ladino, um espaço imponente construído sob a gestão do prefeito Zé Hamilton e que, ainda hoje, figura como uma das praças mais belas e emblemáticas de todo o estado do Piauí.
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| Inauguração da Praça Mandu Ladino marcou época. Fotos: reprodução. |
Popularmente conhecida como "Quadrilhódromo", a praça carrega um forte simbolismo cultural e histórico. A escolha do nome foi fruto de uma articulação junto à Câmara Municipal liderada pelo saudoso historiador Diderot Mavignier e pelo ex-secretário de Cultura, Arlindo Leão. Até então, Parnaíba não possuía nenhuma homenagem oficial ao herói e líder indígena.
30 dias de festa e recorde de público
Para celebrar a entrega do novo cartão-postal, a Prefeitura realizou simultaneamente o VII São João da Parnaíba e o I Encontro Regional de Folguedos dos Estados do Piauí, Ceará e Maranhão.
O evento grandioso estendeu-se por 30 dias, consolidando-se como o maior festival interestadual de folguedos já realizado na região até hoje. A programação reuniu mais de 50 grupos inscritos, divididos entre apresentações de: Bumba-meu-boi; quadrilhas juninas; danças e manifestações folclóricas diversas.
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Logo na noite de abertura, a Praça Mandu Ladino recebeu um público recorde de mais de 30 mil pessoas. Entre os presentes estavam parnaibanos e turistas vindos de várias partes do Brasil e do exterior, época em que o São João de Parnaíba era considerado um dos três melhores de todo o Nordeste.
Quem foi Mandu Ladino?
O nome da praça é uma justa homenagem a uma das figuras mais importantes da resistência nativa no Brasil Colônia.
Mandu Ladino foi um influente líder indígena do povo Arani. No século XVIII, ele comandou uma histórica revolta contra a opressão de colonizadores portugueses e fazendeiros na região da antiga Capitania do Piauí e arredores.
O líder indígena foi assassinado por Manoel Peres Ribeiro, então Sargento-Mor da Villa Nossa Senhora Montsserath da Parnaíba, na histórica região do Porto das Barcas. Sua memória, no entanto, permanece viva como símbolo de força e identidade cultural no coração dos parnaibanos.

