De acordo com o levantamento e avaliação de Joel Rodrigues, o montante bilionário captado pelo governo petista compromete as finanças públicas a longo prazo
O cenário político piauiense segue movimentado nas redes sociais. O presidente do Progressistas no Piauí e pré-candidato ao governo do Estado, Joel Rodrigues, publicou um trecho de uma entrevista recente em que faz duras críticas à gestão do governador Rafael Fonteles (PT). O foco principal da contestação gira em torno do volume de empréstimos contraídos pelo atual governo e a eficiência do modelo de saúde pública estadual.
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| Joel Rodrigues critica empréstimos de Rafael Fonteles. Fotos: reprodução. |
De acordo com o levantamento e avaliação de Joel Rodrigues, o montante bilionário captado pelo governo petista compromete as finanças públicas a longo prazo.
"Já foram cerca de R$ 5 bilhões só com empréstimos. Imaginemos se não fossem esses empréstimos, quantos hospitais estariam construídos? Aliás, poderiam apenas reformar, manter o que já existe", questionou o pré-candidato.
Rodrigues afirmou que o endividamento contrasta com a realidade enfrentada pela população na ponta: "As pessoas têm reclamado, de Norte a Sul do Piauí, por onde passo ouvindo os piauienses, dos problemas nos hospitais públicos”.
Além de criticar a área financeira, o líder do Progressistas apontou o que considera falhas na estratégia de saúde digital do Governo do Estado. Para ele, o programa de telemedicina foca excessivamente em publicidade e desconsidera as barreiras educacionais e tecnológicas da população piauiense.
Joel apresentou dados para justificar sua posição, apontando que 43% da população estadual não possui instrução ou sequer o ensino fundamental completo — número que sobe para 58% se a linha de corte for o ensino médio incompleto.
"A gente percebe até a dificuldade das pessoas em terem o acesso através do telefone celular. As pessoas querem o médico ali, na sua frente, e atendendo-as", argumentou.
Como alternativa ao atual modelo, o pré-candidato defende a descentralização e reestruturação física da saúde, priorizando o atendimento presencial e a manutenção das estruturas que já existem no interior do estado.
"É preciso descentralizar e reestruturar a saúde, essa é uma grande missão. É fazer o investimento correto. Tem que ser prioridade. E é isso que pretendo fazer por todos os piauienses", concluiu o progressista.
Até o momento da publicação desta matéria, o Governo do Estado e o Partido dos Trabalhadores (PT) não haviam se manifestado oficialmente sobre as declarações do pré-candidato.
