Mulher é presa por maus-tratos após resgate de cão em magreza extrema no litoral do Piauí

Embora tenha sido autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos, a tutora do cão não deve permanecer presa preventivamente

Da REDAÇÃO
PARNAÍBA-PIAUÍ
12h50

Um cachorro em estado de magreza extrema foi resgatado pela Polícia Civil na última segunda-feira (13), no município de Parnaíba, litoral do Piauí. A tutora do animal foi presa em flagrante sob suspeita do crime de maus-tratos.

Cachorro é encontrado em estado de magreza em Parnaíba.
Fotos: divulgação/PC-PI.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades após uma denúncia anônima acompanhada de fotos e vídeos que detalhavam a gravidade da situação.

Antes de entrar na residência, a equipe policial utilizou um drone para monitorar o imóvel e verificar as condições em que o cão se encontrava. Após a confirmação visual do cenário de abandono, os policiais realizaram a entrada e retiraram o animal do local.

O cachorro foi encaminhado imediatamente para atendimento veterinário, onde testou positivo para cinomose — uma doença viral altamente contagiosa e frequentemente fatal em cães não vacinados.

A protetora animal Patrícia Letícia, que acompanhou de perto a ação e encaminhou a denúncia à polícia, relatou as condições precárias em que o animal vivia.

"O animal apanhava muito, nunca foi vacinado, está muito magro mesmo. Ele não tinha assistência de nada. A doença já está bem avançada, em estado grave mesmo. Não sei se o animal vai sobreviver, mas ele está internado", afirmou a protetora.

O cão segue hospitalizado em uma clínica veterinária de Parnaíba. Diante dos custos elevados do tratamento, protetores locais criaram uma campanha de arrecadação para ajudar a custear os procedimentos e medicamentos necessários para tentar salvar a vida do animal.

Embora tenha sido autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos, a tutora do cão não deve permanecer presa preventivamente. O delegado responsável pelo caso, Renato Pinheiro, explicou ao portal o funcionamento do rito jurídico para esse tipo de ocorrência.

"Em uma situação como essa a pessoa não fica presa porque a lei outorga como direito fundamental a liberdade provisória. A pessoa é presa em flagrante, mas não fica presa preventivamente até a condenação", esclareceu o delegado.

O delegado fez questão de ressaltar que a provável soltura da suspeita na audiência de custódia não interfere na robustez do caso. "Ela ser liberada na audiência de custódia não significa que o estado não reuniu provas, e sim que não há motivo (requisitos da prisão preventiva) para a pessoa ficar presa antes da sentença final", concluiu.

infocopiaui.com

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