Esta etapa é considerada essencial para a segurança e fluidez do processo eleitoral
O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) iniciou a realização da 18ª edição do Simulado Nacional de Hardware (SNH). O evento, que segue até o dia 13 de julho, ocorre simultaneamente em todo o país e engloba o ciclo completo de votação. O objetivo principal é testar o funcionamento dos componentes físicos dos aparelhos, como o leitor biométrico, o terminal do mesário e as teclas do terminal do eleitor.
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| TRE-PI testa urnas eletrônicas na 18ª edição do SNH. Foto: divulgação/TRE-PI. |
Esta etapa é considerada essencial para a segurança e fluidez do processo eleitoral. Ao simular desde a preparação das urnas até a transmissão dos resultados, a Justiça Eleitoral consegue identificar e corrigir eventuais falhas que possam impactar o dia do pleito oficial.
Como funciona o simulado no Piauí
No estado, as atividades estão centralizadas no Fórum Eleitoral de Teresina, mobilizando uma equipe de cerca de 40 pessoas, entre servidores e profissionais terceirizados da Coordenadoria de Sistemas e Voto Informatizado. Ao todo, serão testadas 290 urnas eletrônicas dos modelos de 2013, 2015, 2020 e 2022.
A rotina dos testes segue um protocolo rigoroso que reproduz o dia da eleição:
- Preparação: inserção de mídias de carga e de votação nas urnas.
- Abertura: impressão da zerésima (documento que comprova que a urna tem zero votos computados).
- Votação: habilitação do eleitor e simulação de seis votações consecutivas por urna — abrangendo os cargos de Deputado Federal, Deputado Estadual, 1º Senador, 2º Senador, Governador e Presidente.
- Encerramento: impressão do Boletim de Urna (BU) com os resultados e transmissão dos dados para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Até o encerramento do simulado, a expectativa é de que a equipe no Piauí realize 30 mil habilitações de eleitores e a digitação de 180 mil votos.
Correções em tempo hábil
Por se tratar de um esforço conjunto que envolve todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil, os dados coletados geram um diagnóstico nacional. Caso qualquer instabilidade ou defeito físico seja detectado nos equipamentos, o TSE é municiado com as informações necessárias para realizar os reparos técnicos a tempo, garantindo o funcionamento perfeito das urnas no dia das eleições.
