Vereador de Parnaíba e comandante da Guarda Civil Municipal foram mortos a tiros em Teresina; acusado é ex-marido de Penélope e processo segue em andamento na Justiça
Há um ano, a violência interrompia de forma brutal a vida de duas pessoas conhecidas em Parnaíba e no litoral do Piauí. Na manhã de 27 de agosto de 2025, o vereador Thiciano Ribeiro da Cruz, de 41 anos, e a então comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Miranda de Brito Castro, foram mortos a tiros enquanto caminhavam pela Rua Arêa Leão, na região Centro-Sul de Teresina.
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Thiciano Ribeiro, Francisco Fernando e Penélope Miranda. Fotos: divulgação. |
Câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproximou do casal e efetuou diversos disparos. Um taxista que passava pelo local também foi atingido durante o ataque, mas sobreviveu.
Crime aconteceu em plena manhã
Thiciano Ribeiro havia assumido, naquele mesmo ano, o mandato de vereador de Parnaíba pelo PL. Ele ocupava a vaga deixada após a morte do vereador Bruno Vasconcelos, conhecido como “Brunão”, e estava em seu primeiro mandato.
Penélope era guarda civil municipal e havia assumido o comando da GCM de Parnaíba. Os dois mantinham um relacionamento.
De acordo com as investigações, o principal acusado pelo crime é Francisco Fernando de Oliveira Castro, ex-marido de Penélope. Segundo a Polícia Civil, ele não aceitava o fim do relacionamento. Francisco foi preso ainda no dia do crime, na zona Sul de Teresina.
Polícia apontou feminicídio e homicídio qualificado
Em setembro de 2025, após a conclusão do inquérito, a Polícia Civil indiciou Francisco Fernando por feminicídio contra Penélope, homicídio qualificado contra Thiciano e tentativa de homicídio qualificado contra o taxista atingido durante o ataque.
No caso de Thiciano, a investigação apontou quatro qualificadoras: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima, meio cruel e perigo comum. A perícia também identificou que a arma utilizada no crime era uma pistola Taurus calibre 9 mm.
Processo segue na Justiça
Ao longo de 2026, o processo avançou para a fase judicial. A primeira etapa da audiência de instrução ocorreu em 27 de março, quando 11 testemunhas, indicadas pela acusação e pela defesa, foram ouvidas.
A segunda etapa aconteceu em 7 de abril. Na ocasião, Francisco Fernando prestou depoimento, mas permaneceu em silêncio diante dos questionamentos feitos pela acusação, respondendo apenas às perguntas da defesa.
Após essa fase, o processo segue para os requerimentos das partes e as alegações finais da acusação e da defesa, antes das próximas decisões judiciais. O acusado responde pelos crimes de homicídio qualificado, feminicídio e tentativa de homicídio.
Memória e espera por justiça
Um ano após o crime, a morte de Thiciano e Penélope continua presente na memória de familiares, amigos, colegas de trabalho e moradores de Parnaíba e Teresina.
O assassinato, ocorrido em plena manhã e registrado por câmeras de segurança, provocou comoção nas duas cidades e trouxe novamente ao debate a violência contra a mulher e os riscos relacionados à não aceitação do fim de um relacionamento.
Para familiares e amigos, a data representa não apenas a lembrança de um crime que chocou o Piauí, mas também a espera por uma resposta definitiva da Justiça.
Um ano depois, Thiciano Ribeiro e Penélope Miranda permanecem na memória daqueles que conviveram com eles, enquanto o processo judicial continua em busca da responsabilização pelo crime que marcou para sempre o dia 27 de agosto de 2025.
