As imagens do sistema de monitoramento registraram o momento em que o militar agride o filho, que é cadeirante e não tinha qualquer possibilidade de defesa
Um crime chocante envolvendo um morador originário de Parnaíba causou forte comoção e revolta nas redes sociais nesta semana. O jovem parnaibano Antônio Luís Alves de Sena Júnior, de 25 anos, foi brutalmente agredido pelo próprio pai, o suboficial da Marinha Antônio Luís Alves de Sena. O caso aconteceu na madrugada da última quarta-feira (29), no bairro Bessa, em João Pessoa (PB), e foi flagrado por câmeras do circuito interno de segurança do condomínio onde moram (veja vídeo abaixo).
| Pai é flagrado agredindo filho cadeirante com socos em condomínio, em João Pessoa Foto: reprodução. |
As imagens do sistema de monitoramento registraram o momento em que o militar agride o filho, que é cadeirante e não tinha qualquer possibilidade de defesa. A violência gerou indignação imediata entre os moradores e internautas após a repercussão do vídeo.
A história de Antônio Júnior já era acompanhada com empatia pela população de Parnaíba. Em 23 de março deste ano, o jovem sofreu um grave acidente de motocicleta no bairro Piauí, na cidade litorânea, resultando em uma lesão na vértebra T6 da coluna que o fez perder os movimentos dos membros inferiores.
Na época do acidente, chegou a ser cogitada a aplicação de um tratamento com polilaminina no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas o procedimento não teve continuidade. Em maio, sob a promessa de oferecer uma estrutura médica superior, com acesso a plano de saúde e melhores recursos de reabilitação, o pai levou o jovem para morar com ele na capital paraibana — local onde acabou ocorrendo a agressão.
Após a denúncia, o suboficial da Marinha foi conduzido à delegacia por agentes policiais para prestar esclarecimentos. No entanto, ele acabou sendo liberado em seguida. De acordo com informações da Polícia Civil, não foi configurada a situação de flagrante no momento da abordagem.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes, que devem apurar as responsabilidades criminais do agressor e adotar as medidas cabíveis para garantir a proteção e a integridade do jovem parnaibano.