O caso foi registrado e as circunstâncias apontam para o enquadramento inicial de legítima defesa estrita da atividade policial
Um confronto entre um homem armado com um facão, identificado como Lucas Rodrigues Alves de Melo, de 23 anos, e um policial militar identificado apenas como Fernando, terminou com o suspeito morto na tarde dessa sexta-feira (15), por volta das 16h30 no bairro Conselheiro Alberto Silva em Parnaíba. O caso aconteceu em uma rua estreita de acesso limitado, onde apenas um veículo por vez consegue trafegar. De acordo com o apurado, o homem apresentava fortes sinais de embriaguez e possuía histórico de uso de substâncias entorpecentes.
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| Homem morre após avançar contra PM. Fotos: divulgação. |
Segundo relatos colhidos no local, o suspeito transitava em uma carroça na companhia de outra pessoa quando cruzou o caminho com o policial militar, que trafegava em um carro acompanhado por técnicos de energia solar. Devido ao espaço reduzido da via, iniciou-se uma discussão.
A situação escalou rapidamente quando o homem desembarcou da carroça empunhando um facão e avançou em direção ao policial.
"O policial mandou ele parar, mas ele não obedeceu e continuou indo para cima. Foram dados três tiros de advertência no chão, mas nem assim o homem recuou", afirmou uma fonte ao infocopiaui.com.
Sem alternativas para conter a agressão iminente, o militar efetuou os disparos direcionados ao suspeito. Ao todo, o homem foi atingido por três disparos: um na perna (tentativa inicial de imobilização), um na orelha e outro no tórax.
A proximidade do confronto ficou evidenciada pelas marcas de queimadura de pólvora encontradas no peito do homem, o que indica, segundo análises preliminares, que o disparo definitivo ocorreu a menos de um metro de distância, quando o agressor já estava prestes a atingir o policial com a arma branca.
De acordo com o que foi apurado pelo infocopiaui.com, no momento em que os disparos foram realizados, o PM tentou ligar para as autoridades, mas a ligação foi direcionada a Teresina. Lá, informaram a ele o número do Copom local. Entretanto, ao tentar anotar o número em questão, o fez no chão, pois não dispunha de papel ou caneta naquele instante. Antes que pudesse completar a ligação para o Copom, a população presente começou a ameaçá-lo, o que fez deixar o local. O número permaneceu anotado no chão.
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| Número de telefone ao lado do corpo. Foto: divulgação/PM-PI. |
O caso foi registrado e as circunstâncias apontam para o enquadramento inicial de legítima defesa estrita da atividade policial, dado que todos os protocolos de advertência foram utilizados antes do uso da força letal.

