As investigações e os desdobramentos da operação seguem agora sob a responsabilidade das autoridades policiais locais
Uma operação de fiscalização realizada pela Regional da Equatorial Piauí, em Parnaíba, nos dias 5 e 6 de maio, resultou no flagrante de diversas irregularidades em unidades consumidoras com suspeita de furto de energia elétrica. A ação, que contou com o apoio estratégico da Polícia Civil do Piauí, percorreu vários pontos da cidade e identificou desde fraudes tecnológicas inéditas até ligações clandestinas diretas na rede.
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| Operação contra furto de energia é realizada em Parnaíba. Foto: divulgação. |
Um dos principais alvos da ofensiva foi a academia KINERA GYM, localizada na Avenida Deputado Pinheiro Machado. Durante a inspeção no estabelecimento, a perícia criminal da Polícia Civil identificou um desvio de energia em uma das fases da ligação trifásica.
Segundo estimativas técnicas apresentadas pelas equipes de fiscalização, a manipulação no medidor resultava em uma perda de faturamento de aproximadamente 33,33% do consumo total de energia que deveria ser registrado pelo comércio.
A operação também surpreendeu os técnicos e os policiais ao flagrar uma modalidade de fraude até então nunca registrada na região de Parnaíba. Em um dos pontos fiscalizados, a equipe constatou um desvio de energia realizado por meio de um fio de telefonia conectado diretamente a uma caixa de fibra óptica de internet. A engenharia improvisada era utilizada para abastecer a unidade consumidora de forma totalmente irregular.
Dando continuidade às buscas, a fiscalização localizou outros dois imóveis que operavam de forma totalmente ilegal. Nesses locais, foram descobertas ligações clandestinas conectadas direto na rede elétrica pública — o que configura um desvio integral (100%) de toda a energia consumida nos imóveis.
O furto de energia é crime previsto no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena que pode chegar a até quatro anos de reclusão, além da cobrança dos valores retroativos referentes à energia consumida e não paga.
As investigações e os desdobramentos da operação seguem agora sob a responsabilidade das autoridades policiais locais.
